Na noite de 17 de Janeiro de 1916, na rua 13 de maio nº 457, antiga Rua da Lagoa de Cima, foi fundada a Federação Espírita Paraibana pelos seguintes cidadãos: Manoel Alves de Oliveira, Eugênio Ribas Neiva, Manoel Francisco Rabelo, Eduardo Medeiros, Frederico Ribas Neiva, João de Brito Gouveia Moura, Joani de Felibelli. A primeira diretoria ficou assim formada: Manoel Alves de Oliveira (presidente), Eugênio Ribas Neiva (vice), Eduardo Medeiros (1º. Secretário) Manoel Francisco Rabelo (2º. Secretário), João de Brito Gouveia Moura (Tesoureiro).

     Como não possuía sede própria a FEPB funcionava naquele endereço, que era também residência de Manoel Alves de Oliveira onde acontecia a “Sessão de Caridade” trazida pelo mesmo confrade, e que assim foi transformada naquela data de 17 de janeiro de 1916 em sede provisória. Ali funcionou de 1916 a 1919, quando foi  construída  a  segunda

sede num terreno próximo à casa de Manoel Alves de Oliveira que foi doado por um dos referidos fundadores da FEPB, Joani de Felibelle, que também ajudou na construção do prédio que agora funcionaria em novo endereço: Rua 13 de Maio nº 465. Naquele local específico a FEPB funcionou de 1919 até 1960 – em 41 anos de profícuo atendimento.

      De 1960, em diante passou a funcionar na sua terceira sede. Esta também própria, construída agora, em edifício de 1o. Andar, no nº 65 no parque Solon de Lucena, coincidentemente ou não, o referido parque é um logradouro tranqüilo cujo nome fora dado em homenagem ao ex-presidente do estado da Parahyba e que também foi espírita reconhecido.

      O terreno em que foi edificada a FEPB, em sua terceira sede, bem maior, dotada de várias dependências internas, com livraria e um grande auditório para a época, foi doado pelo eminente espírita paraibano, dr. Arthur Lins de Vasconcelos Lopes, nascido na Serra de Teixeira, detentor de grande projeção nacional, signatário do “pacto Áureo”, ex-presidente da Federação Espírita do Paraná, espécie de Mecenas que deu relevante ajuda às Sociedades Espíritas do Nordeste, notadamente a Paraíba.

     A FEPB teve a presidência nas mãos do confrade Manoel Alves de Oliveira, até 1923 – foram seis anos de mandato. Em 1923 houve registro de mudança da Diretoria, de acordo com a revista “O Além”, órgão de divulgação da FEPB, que noticia a seguinte diretoria cujo mandato transcorreu até 17 de janeiro de 1924: Presidente - Eugênio Ribas Neiva, Vice - Severino Lucena, 1o. Secretário - Diógenes Caldas, 2o. Secretário - Júlio Ataíde, Tesoureiro - João de Brito Gouveia Moura, Bibliotecário - Manoel Francisco Rabelo.

 
Histórico FEPB