O trabalho edificante da FEPB prosseguia na divulgação da Doutrina Imortalista. Nas terças-feiras era estudado “O Livro dos Espíritos” e nas sextas-feiras, o “Evangelho Segundo o Espiritismo”. Após o estudo era aplicado o passe magnético. Na década de 30 o Espiritismo era moderado e simples. Depois dos anos 40 o Espiritismo tomou um novo alento progressivo com o aparecimento de dezenas de adeptos. Cresceu o movimento espírita com viagens ao interior onde ainda não estava consolidado o Espiritismo.
     Eventos, semanas comemorativas, fundação de centros espíritas, aparecimentos de jornais e revistas da literatura espalhada em todo o país. Já existiam pelo menos quatro centros na capital: Tomás de Aquino; Deus, Amor e Caridade (Casa da Vovozinha); Paz, Harmonia e Caridade e Bezerra de Menezes. Depois mais três. Foi quando, para haver maior intercâmbio entre as Sociedades Espíritas, José Augusto Romero apresentou o projeto da criação de um órgão presidido pelo próprio presidente da Federação aglutinando os Centros Espíritas desta capital para da união melhor direcionar o trabalho unificador do Espiritismo na Paraíba. Era a Casa dos Espíritas que fôra criada dia 11 de abril de 1942, sendo fundadores: José Augusto Romero e Severino de Luna Freire (FEPB), João de Deus Coelho Serrão (12 apóstolos), João Severino Bezerra (Paz, Harmonia e Caridade), Feliciano Dias e Domingos Soares (Deus, Amor e Caridade) e José Belarmino Feitosa Filho (C.E. Maria Madalena).
     No decorrer de onze anos de funcionamento da Casa dos Espíritas da Paraíba ela prestou à comunidade relevante trabalho, sendo absorvida pelo crescimento e compreensão do trabalho federativo que aos poucos granjeava expansão em todo território nacional. Em 1953 já unia como Centros Espíritas adesos a FEPB cerca de 15 Sociedades coesas em torno da Unificação. Com o “Pacto Áureo” assinado no Rio de Janeiro pela FEB, terminava a tarefa da Casa dos Espíritas da Paraíba. Ela foi substituída pela instalação do Conselho Federativo Estadual, na própria Federação Paraibana, em janeiro de 1953.
     O mandato de José Augusto Romero durou pouco mais de quatro décadas. A diretoria anterior terminava o seu mandato em 1929. O início da década de 30 trouxe mudanças para o cenário da ainda Parahyba do Norte. A capital passaria a ser chamada de João Pessoa. Nas casas residenciais realizavam-se “Sessões de Caridade”, nomes impróprios, hoje substituídos pelo de “Sessões Mediúnicas”, onde aconteciam os trabalhos de curas que eram realizados através de médiuns e/ou pelos espíritos.
 
Histórico FEPB